quarta-feira, 3 de julho de 2013

Distrações


Encontros eventuais
Amantes calientes
Tons convergentes
Meras distrações...


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Armaduras e Protetores

Num dos cenários que na vida acontece 
de repente num instante
uma inevitável onda de choque
um erro 
uma colisão
a velocidade estancada 
atropela meus pensamentos
e o tempo se move com lentidão
num giro tento medir a extensão do acidente
e o choro de uma criança me entristece e atordoa 
do nada tudo paira em paz
no silêncio da madrugada na estrada
sinto a presença de minha senhora 
realizando um milagre
inacreditavelmente todos muito bem
nenhum arranhão
e a criança se acalma
entro numa conversa sintonizada
inexplicavelmente calma entre os navegadores
e a imediata chegada dos reboques
põe fim na noite
a vida retorna sua rotina
como se nada tivesse acontecido






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Jogo do velho

Os velhos prá mim sempre foram velhos e os novos alegria.
E eu?
Serei sempre o presente.
Sou o mundo, sou a vida e a trama.
Mesmo quando não quero passa e sem querer vem mais.
Não me lembro de nada.
E de agora também não sei.
Por que não sei de nada.

Onde estava?
Onde estou agora?
Estou indo ou voltando?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Que passa


Não posso revelar o que sinto
sem o véu da vida virá a morte.
Sem sorte o barco leva minha alma à deriva,
vem o vento, comove o tempo que passa.
Quando será tua travessia
que teremos nós no fim da linha?
estranho caminho ermo
desterro
e o sol brilha durante o dia!

Cantando na chuva do chuveiro

Pessoas especiais "cantam" e se além disso forem felizes,
com certeza vão cantar no chuveiro.
Daí nem precisa saber cantar,
não dependem de condições ou contratos,
nem mesmo um "sim" por um pedido de casamento.
Chuva de verão um bom chuveiro faz.
Os melhores dias são todos os dias.
Espantam e cantam seus males não estão nem aí.

A bomba


Todos os dias,vejo e toco na ferida,prometo procurar um especialista
Diariamente,apalpo,lavo e aplico a espoleta
Constantemente,me distraio e esqueço
Friamente, choro por meus chegados
Passa o dia e o costume é o mesmo
Realmente vivo lá e cá, de dentro do pote
conto as horas
conto com vocês, que já não me esperam
pois acham que não vou chegar mais

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Pierre, o número um!

Malabarismo


De onde venho, amigo,

Corro perigo.

Vôo no fogo,

Malabarismo.

Fujo num salto,

Velho bandido.


Não escolhi os louros.

Não os colhi.

Não respondi aos tolos.

Vou prosseguir.

Sem me importar,

Sem ter motivos.

E sobre viver,

Sobreviver só

É preciso.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Não quero que o tempo passe
Mas ele passa
Não queria me meter em situações
que de tempo em tempo
acontecem
Não me espremam tanto
se me esforço
tenho meu sangue
sangrando
peço a Deus prá me levar
me guiando e vendo
por meus olhos
desmonte a bomba relógio
que venho construindo
a tanto tempo

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009



Desejo contribuir com mais um poeminha à-toa.

Lida intensa
Solidão imensa
Linguagem.

um hai-kaizinho, para pensar.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fotografia da Felicidade


A tarde...

Chuviscos...

Abraços,

Visgos de laços

Esgarçados pelo tempo.

Sorrisos

Melancolia e harmonia

Na pressa das horas...


A tarde sacode

As reminiscências;

As marcas na alma.

Filtra as imagens,

As fotografias

Da felicidade.


A tarde é serva da cerveja

Líquida e certa de nossos dias...

É seta ao Álvaro.

Nunca é tarde rever o Everardo,

Do equador al sur,

Também a Cláudia Zur

Passando por São Paulo (Lins).


A tarde acorda a Ione e

Pelo telefone,

Um samba do Pierre

Devota às notas do Tomaz

Um Livre Espaço

Jamais descolado de minhas retinas.


A tarde traz as meninas

Elenas, Sônia, Sandras, Rosane e Mailsa...

A tarde é carnaval

Na birosca do Narval.

Traz confetes para o Galletti

Vem o Vinícius, a quem expus

Em Aldo e bom som

a saudade desta cidade

e destas pessoas a toas.


Para a tarde, nunca é tarde!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Breves sinais


Descobriram que o pintor tem alma de beija flor
e seu olhar passarinho já se revela no ninho.


Não danço no passo
me atraso
o tempo é um fato pessoal.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

série haicais



1.

Na impossibilidade do verbo,
o silêncio pede socorro.



2.

entre o amor e o desejo,
a palavra pula o muro.



3.

Toda história de amor esconde um abismo.

sábado, 1 de agosto de 2009


Pintar para colorir o tempo,

distrair a vida,

ocultar o medo,

resolver acasos emocionais.

Para fazer da noite dia,

me virar do avesso,

entender a morte, coisas banais.

Pintar para dizer que amo,

que não sei

e que não posso também,

para me defender do mundo

e de todo mal,

Amém.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

poesia é rito


Auto-mar


A minha navegação

não é de água salgada, não.

É de água da cor de barro,

de lembranças a boiar.


Coisa de memória feita

(rio a correr noutro rio),

nele se perde a rasura

mesmo no palmo a nadar.


Para saber dessas águas,

é preciso olhar as margens

e o que nelas mais não há:

bichos, casa de menino,

qualquer coisa do lugar.


O navegar principia

nas ausências do lembrar.

Nessas memórias desfeitas

que começo a rascunhar.


De navio não preciso

(seria tolo pensar).

O navegar aqui é rito:

navegação de auto-mar.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Distrações


Encontros eventuais

Amores calientes

Tons convergentes

Meras distrações...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

GENTILEZA


É preciso estar ciente

Do mal estar permanente

Para poupar o outro

Do seu desconforto

É preciso despertar atento

Respeitar o passante

Considerar sentimentos

Completamente opostos.

sábado, 16 de maio de 2009

POESIA


Da minha janela

Eu vejo poesia

linhas sinuosas

fantasia

texturas,

sombra e

luz distraída.

Da minha janela

Eu vejo uma enorme tela

natureza

Sensações dançarinas

Surpresa.

domingo, 19 de abril de 2009

DISTRAÇÃO,

CADÊ A ANIMAÇÃO ?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Fala Não"


Falta de luz

Vela acesa.

Cama prá dormir

Única certeza

Chuva forte

Raios e trovões

Medo da morte

Fala não!